Querer-se morrer confortavelmente na dor | Rastro, Margem, Clarão
2020
Artes Performativas

Ele – Ela está em casa, cheia de um outro mundo que não este. Está suja. Nunca parou de me olhar. Está e carrega uma energia febril. Enoja-me.
Ela – Ele é tudo o que invento. Ele vem de um tempo arrastado como um cabrito morto. O que há nele é podre. A morte prolonga-o cruelmente. Ou seja, só o invento a ele. Um corpo em decomposição que me contamina. Tenho nojo.
Querer-se morrer confortavelmente na dor é uma performance de Filipa Matta e Óscar Silva, criada no contexto do projeto pluridisciplinar “Rastro, Margem, Clarão”, que envolve criadores em artes performativas, artes visuais e ensaio teórico em torno do universo da escrita de Rui Nunes.
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