
O melhor de se fazer um espetáculo ao ar livre é ter o céu como teia de luz e o som da cidade como banda sonora.
Partindo das especificidades temporais e espaciais em que acontece o Festival TeatroAgosto, Ana Gil e Nuno Leão convidam pessoas da comunidade do Fundão para construírem um objeto teatral que se assume como Ato de Verão.
Propõe-se assim um dispositivo de partilha de um espaço e tempo comuns, onde o essencial será a experiência única e própria que cada espetador vive ao testemunhar este acontecimento.
No nosso Paraíso podemos recomeçar.
No nosso Paraíso podemos dizer o que quisermos.
No nosso Paraíso não há fraudes fiscais nem escândalos financeiros.
No nosso Paraíso a esperança não chega em pacotes de medidas feitas por um governo estrangeiro.
No nosso Paraíso o Orçamento do Estado para a cultura é de 1%, no mínimo.
No nosso Paraíso ainda há um Festival como o TeatroAgosto.
No nosso Paraíso não pode faltar uma boa feijoada.
No nosso Paraíso as festas cheiram a sardinha.
No nosso Paraíso as ruas estão cheias de pessoas.
No nosso Paraíso há espetáculos ao ar livre. Como?
No TeatroAgosto.




