Da minha aldeia vejo quanto da terra se pode ver no universo
2018
Artes Performativas

DA MINHA ALDEIA VEJO QUANTO DA TERRA SE PODE VER NO UNIVERSO é uma performance pluridisciplinar que acontece entre a visão de um drone e as mãos de uma bordadeira. Ao longo de uma residência artística em cada lugar, os criadores vivem uma série de experiências com os lugares e as pessoas que os habitam, e tentam com isso criar um objeto artístico performativo de partilha dessas mesmas vivências.
Como contamos a alguém essa vivência dos dias todos que passamos num lugar? Como tornamos esses acontecimentos partilháveis e transmissíveis através de um dispositivo performativo feito de palavras, vozes, sons, imagens, objetos, gestos? Como é possível que uma experiência pessoal se torne numa matéria comum a outras pessoas que não estiveram lá? Como acontece essa partilha do sensível?
Ao longo de vários encontros que tivemos com as pessoas de cada lugar foi essa a experiência que lhes propusemos. Que nos contassem memórias pessoais e coletivas, tendo como ponto de partida objetos, imagens, histórias, momentos, cartas, postais. Ao ouvirmos as pessoas a partilharem as suas histórias, tivemos sempre uma forte sensação de presença; sempre que as pessoas contavam algo, era como se aquele ato de contar nos colocasse lá, onde aquilo que era contado acontecia. Quer estivéssemos na aldeia ou noutro lugar, quer estivéssemos em 2018 ou noutro ano qualquer, quer fosse hoje ou há uns anos atrás, o ato performativo de contar e de partilhar aquilo que era uma memória dizia sempre: é aqui e agora, outra vez.




